O vereador Edivaldo Júnior apresentou um requerimento cobrando providências urgentes diante da decisão da Azul Linhas Aéreas, por meio da Azul Conecta, de alterar a operação no Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista. A mudança prevê a substituição de aeronaves com capacidade para cerca de 72 passageiros por aviões de pequeno porte, que transportam aproximadamente 9 pessoas. A medida acendeu um alerta sobre os impactos diretos na mobilidade da população e no desenvolvimento da região.
Segundo o vereador, a redução drástica na oferta de assentos pode resultar em menos voos, aumento nos preços das passagens e dificuldade de acesso à capital baiana.
“Estamos falando de uma cidade que é referência regional. Reduzir a capacidade dos voos é, na prática, restringir o acesso da população ao transporte aéreo e comprometer o desenvolvimento de toda a região,” destacou Edivaldo Júnior.
Vitória da Conquista é considerada um dos principais polos do interior da Bahia, atendendo não apenas seus moradores, mas também diversas cidades do sudoeste baiano e até do norte de Minas Gerais. O Aeroporto Glauber Rocha foi construído justamente para fortalecer essa integração, funcionando como um verdadeiro hub regional.
Com a mudança anunciada, o cenário pode ser inverso: menos conectividade, menor fluxo de passageiros e impacto negativo na economia local.
“Essa decisão pode isolar o sudoeste baiano. Pessoas que precisam viajar para tratamento de saúde, estudo ou trabalho serão diretamente prejudicadas. O transporte aéreo precisa ser solução, não problema,”reforçou o vereador.
No documento, Edivaldo Júnior cobra a atuação do Governo Federal, do Governo do Estado e das autoridades do setor de turismo, além de exigir esclarecimentos da própria companhia aérea. A expectativa é que haja diálogo e revisão da medida, garantindo que Vitória da Conquista mantenha uma operação aérea compatível com sua importância estratégica.
A preocupação também se estende aos investimentos públicos já realizados no aeroporto, que agora podem ter sua eficiência comprometida com a redução da capacidade operacional.
“Não podemos aceitar retrocessos. O aeroporto foi um avanço para nossa cidade e região. Precisamos garantir que ele continue cumprindo seu papel de conectar pessoas, gerar oportunidades e impulsionar o desenvolvimento,” concluiu Edivaldo Júnior.
