TRAGÉDIA | Caminhoneiro envolvido em acidente que matou 39 pessoas na BR-116 vai a júri popular por homicídio

O caminhoneiro Arilton Bastos Alves, responsável pelo acidente na BR-116 que causou a morte de 39 pessoas, será levado a júri popular por homicídio com dolo eventual.
A colisão ocorreu em 21 de dezembro de 2024, no trecho de Teófilo Otoni (MG), quando o ônibus que seguia de São Paulo para Vitória da Conquista foi atingido por um dos semirreboques da carreta.

Entre os 45 passageiros, 21 desembarcariam em Vitória da Conquista, onde seguiriam para outras cidades da região. Outros 12 viajavam para Santa Inês e 11 seguiam para Elísio Medrado.
A Justiça de Minas Gerais acatou a denúncia do Ministério Público, que aponta que o motorista dirigia a carreta sob efeito de álcool, cocaína, ecstasy e medicamentos, além de estar acima da velocidade permitida. A carreta chegou a trafegar a 132 km/h em um trecho onde o limite era 80 km/h. Ele também conduzia o veículo há mais de 12 horas sem descanso e fugiu do local do acidente, sendo preso no Espírito Santo em janeiro.
A carreta transportava blocos de quartzito que, somados ao peso do veículo, ultrapassavam 91 toneladas, quase o dobro do permitido. O tombamento de um dos semirreboques e o desprendimento de uma pedra de 38 toneladas foram decisivos para a colisão com o ônibus.
O empresário Hudson Foca, dono da transportadora responsável pela carga, também será julgado por 39 homicídios com dolo eventual e falsidade ideológica. Segundo a denúncia, ele adulterou o suporte do semirreboque para suportar o sobrepeso e falsificou informações sobre a carga na nota fiscal.

O acidente ocorreu no quilômetro 285 da BR-116, no distrito de Lajinha, em Teófilo Otoni. O impacto causou um incêndio no ônibus, matando 39 pessoas e ferindo 11, incluindo três ocupantes de um carro que foi esmagado pela carreta.
A data do julgamento ainda não foi definida, e as defesas do caminhoneiro e do empresário podem recorrer da decisão.


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