PARAÍBA | Empresários obrigam funcionários a se ajoelhar em frente às lojas para pedir reabertura do comércio

Foto: Jonathan Samuel

O Centro de Campina Grande ficou movimentado na manhã dessa segunda-feira, 27, após um protesto de empresários e funcionários pela abertura do comércio na cidade.

Nas redes sociais, muitos protestos pelo fato e alguns comerciários afirmarem que foram obrigados a se ajoelhar para criar uma comoção.

Para muitos, o constrangimento e a forma humilhante, expostos em diversos canais e mídia, foram amenizados pelas máscaras, que ajudaram a esconder os rostos.

Foto: Jonathan Samuel

O movimento reuniu cerca de 150 pessoas, entre funcionários e lojistas, e os manifestantes exibiram cartazes com frases, cantaram o hino nacional e rezaram em frente às lojas fechadas. O empresário Eliézio Bezerra esteve na manifestação e afirmou, em entrevista ao Conexão Caturité, que a categoria espera uma resposta sobre a reabertura do comércio.

Foto: Jonathan Samuel

“Não viemos aqui agredir ninguém, só viemos mostrar a necessidade real de toda a classe, não apenas empresarial, mas externar e falar por vários deles, vários colaboradores, eles que são os mais necessitados pela busca do seu emprego, pela preocupação de manutenção do seu emprego, e com o fechamento das lojas, naturalmente esse desemprego aumenta”, frisou.

Veja a nota do Sindicato dos Comerciários:
O Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região, vem a público informar, que diferentemente do que foi divulgado pelos empresários organizadores do ato que pediu a reabertura do comércio ocorrida na manhã desta segunda-feira (27), e reproduzido por alguns veículos de comunicação da cidade, a categoria não comunga com o pedido de retorno das atividades nesse momento, assim como o Sindicato, entidade oficial representativa da categoria, que em nenhum momento foi consultado pelos organizadores da atividade, sendo assim, é falsa a informação que este movimento foi organizado e realizado em comum acordo entre as partes.
Além disso, vem a público denunciar, que muitos funcionários participantes do referido ato, através de denúncias anônimas, foram coagidos a participar do movimento por parte de alguns empresários chefes de algumas empresas, com a ameaça da possibilidade de afastamento dos seus postos de trabalho. Como também denuncia a postura de alguns empresários, que dada à presença dos representantes da categoria, de maneira agressiva tentaram inviabilizar a fiscalização e o trabalho destes.
Sendo assim, repudiamos veementemente qualquer tentativa de coação aos trabalhadores e trabalhadoras, assim como qualquer pedido de retorno às atividades que desrespeitam as orientações dos organismos de Saúde e as medidas de prevenção e segurança no combate ao Covid-19 e que ponham em risco a saúde dos comerciários e de toda população campinense.
O Sindicato reitera a defesa do posicionamento que vem sendo tomado, desde o início dessa crise, de diálogo e respeito às orientações dos órgãos de saúde competentes, sejam eles internacionais, nacionais, estaduais e municipais, as recomendações do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho, como também o respeito da suspensão das atividades realizadas via Decreto Estadual e acatado pela Gestão Municipal e o retorno gradual das atividades em momento oportuno de resolução dessa crise. O Sindicato ainda defende a manutenção dos postos de trabalho, a garantia de todos os direitos, a defesa da saúde e da vida dos trabalhadores (as) e seus familiares.

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