A Polícia Civil da Bahia autuou, nesta segunda-feira (01/04), um influenciador digital de 27 anos acusado de comandar um esquema de apostas ilegais em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Igor Moura, que saltou de 13 mil para mais de 25 mil seguidores, usava suas redes sociais para atrair vítimas, vai responder por crimes como estelionato eletrônico, exploração de jogos de azar e violação às leis do consumidor.
Segundo as investigações, o suspeito promovia jogos tipo ‘tigrinho’ e cassinos online proibidos no Brasil, incentivando seguidores a se cadastrarem em plataformas ilegais por meio de links compartilhados em seu perfil no Instagram. Ele prometia lucros fáceis, mas, na prática, a maioria dos participantes perdia dinheiro, enquanto ele enriquecia. Com os golpes, adquiriu um carro de luxo, um imóvel de alto padrão e uma loja, totalizando R$ 750 mil em bens.
Durante a operação, policiais apreenderam dois veículos, R$ 8 mil em dinheiro, três celulares, vinte cartões bancários, um notebook e uma máquina de cartão. O influenciador foi levado para a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Vitória da Conquista e, depois, transferido para o Conjunto Penal local. Os objetos apreendidos serão periciados.
Ele chegou a promover uma festa de Carnaval exclusiva para outros influenciadores. O evento contou com apresentações de cantores e bandas, incluindo a cantora Melody.
A festa exclusiva recebeu o nome de Bloco do Igor Moura e aconteceu em 22 de fevereiro deste ano. Vários influenciadores marcaram presença.
Ele ainda ostentava carros, viagens luxuosas e também uma casa. De acordo com a Polícia Civil, tudo era bancado pelo dinheiro obtido com a divulgação de plataformas on-line irregulares, muito conhecidas pelo jogo do tigrinho.
O link e a forma de aposta eram orientadas por ele. Os demais apostadores, contudo, não ganhavam os valores vultuosos que o influenciador dizia ser possível. Ele foi preso em flagrante por estelionato, jogos de azar, crime contra as relações de consumo e crime contra a economia popular.
Uma das vítimas chegou a perder R$ 30 mil com as apostas feitas nas plataformas divulgadas pelo influenciador.
A polícia alerta que cassinos virtuais são proibidos no país e que influenciadores que promovem esse tipo de atividade podem ser responsabilizados criminal e civilmente, inclusive por danos morais e financeiros aos prejudicados. A legislação brasileira prevê punições para quem organiza ou participa de jogos de azar ilegais, sejam presenciais ou on-line. A reportagem não consegui localizar defesa do indiciado.