
Vitória da Conquista e Itapetinga enfrentam uma semana de incêndios em fazendas de pecuária grandes áreas de terras. Não há registro de pessoas ou residências atingidas, mas pessoas relatam terem encontrado animais silvestres em fuga pelas estradas. Até o momento nenhuma autoridade se manifestou a respeito dos crimes ambientais contra a fauna e a flora. VEJA AS IMPRESSIONANTES IMAGENS CEDIDAS AO SUDOESTE DIGITAL POR G DRONES

“O longo período de estiagem que castiga as pastagens, está impondo severas perdas à pecuária na região agro-pastoril de Itapetinga. Queda de produtividade, dificuldades de manejo, redução dos índices de concepção, baixa taxa de aproveitamento da natalidade, aumento dos custos e risco de doenças no rebanho”,escreveu em seu espaço o blogueiro Davi Ferraz.
“Esses são alguns problemas enfrentados pelos fazendeiros, como consequência direta da seca e das queimadas, impondo o emagrecimento do gado e atrasando o início do acasalamento dos animais. As perdas são irrecuperáveis e a estiagem prolongada deste ano traz outro ingrediente com alto poder de destruição das pastagens: as queimadas”, pontuou.
Ferraz destaca que, prática antiga, “as queimadas na região são responsáveis pelo empobrecimento do solo, poluição, destruição de cercas e acidentes rodoviários, sem falar da destruição do que ainda resta das reservas de mata nativa, sem falar da fauna, quase extinta na região”.
Mesmo assim, continua o blogueiro, “fazendeiros inconsequentes, atrasados e desinformados continuam apelando para o velho e prejudicial recurso das queimadas, à espera das ‘chuvas das águas’, cada vez mais raras. Queixam-se dos baixos índices de produtividade da pecuária regional, mas não abrem mão da caixa de fósforo”.
As fotos impressionantes retratam uma enorme queimada ocorrida nesta quinta-feira (27), numa fazenda às margens da rodovia BA-263, entra Itapetinga e Itororó, mostrando o alcance dessa prática atrasada, que muitas vezes são tratadas como “acidentais”, enfatiza. “É por esta e outras que Itapetinga vem perdendo, há muito tempo, o título de ‘Capital da Pecuária Baiana’.