Débora do batom tem dois filhos pequenos…, foi a Brasília, não a passeio. Débora do batom se juntou a outras pessoas que não estavam a passeio para destruí tudo a sua frente. Débora do batom tem dois filhos pequenos, vestiu-se de verde e amarelo, pegou o seu batom vermelho e de forma consciente escreveu “perdeu, mané” na estátua do Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos de 8 de janeiro.
Débora do batom tem 39 anos e é natural de Irecê, na Bahia, mas morava em Paulínia (SP) com a família antes de ser presa. Debora do batom quis nos tirar a democracia queria repetir o que foram os 21 anos de ditadura que eliminou pessoas jovens, adultos, mulheres, estudantes, sindicalistas, pessoas do campo agrário. Debora do batom vive num pais onde durante 21 anos, Castelo Branco (1964-1967); Costa e Silva (1967-1969); Médici (1969-1974); Geisel (1974-1979); e João Figueiredo (1979-1985), foram personagens implacáveis, sádicos contra quem a época defendia o que Débora do batom é ou era: contra a liberdade, o voto, a sua fala, a fala do cidadão comum.
Débora do batom tem dois filhos pequenos…, e imagino se nessa época onde jovens eram trancafiados em celas de torturas vivesse as duas crianças pequena de Débora do batom, o que poderia acontecer a essas crianças? Debora do batom com o seu batom vermelho escreveu, – “perdeu, mané” na estátua do Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos de 8 de janeiro de 2023, quando milhares de bolsonaristas enfurecidos invadiram e depredaram as sedes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário na tentativa de forçar uma intervenção e subverter o resultado da eleição presidencial.
Não conseguiram, alguns estão presos, outros, estão no banco dos réus. Para enfim, concluir que o Brasil precisa “enterrar esses cadáveres, e reafirmando que não há democracia plena enquanto a impunidade for a regra. A memória não é um capricho do passado, mas uma exigência do presente e um compromisso com o futuro. Anistia para torturadores e seus seguidores, jamais! O Brasil precisa enfrentar sua história com coragem, para que nunca mais sejamos reféns da barbárie travestida de ordem e progresso com um saldo negativo, trágico, sombrio de 434 mortos, desaparecidos e milhares de outros brasileiros atingidos direta e indiretamente.
- Joilson Bergher, AntiFascista!