Por Márcio Higino* – Mais do que nunca ele foi ele mesmo. Falando para seu umbigo e para sua turma. Não imaginei que ele fosse fazer diferente do seu modus operandi. Só que ele estava falando para o mundo.
Perdeu uma grande oportunidade de elevar o Brasil perante as nações do planeta e de tirar o Brasil do isolamento em que o seu governo coloca o país, com repercussões econômicas, políticas e sociais que se agravarão mais e mais.
Assim, a propósito da sua fala obscura e extremamente infeliz hoje, na abertura da Assembleia Geral da ONU, fiquei a imaginar em qual período da história estaria mergulhada hoje a nação brasileira, desde a posse do atual governante.
Quanta vergonha senti. Quanta tristeza. Seu pronunciamento foi uma verdadeira agressão à inteligência brasileira e a do mundo. Uma fala anacrônica, portadora de um raciocínio tosco e doentio. Alma ressentida e enfermizada.
Como não tenho formação na área da saúde mental, não sei precisar qual patologia psíquica é portador o presidente brasileiro.
Mas, voltando ao período da história que procuro identificar, mesmo estando vivendo no século XXI, era do Homo Tecnologicus, quero crer que voltamos no tempo e estamos vivendo a era medieval, a idade média ou idade das trevas, que durou dez longos séculos.
Ah! Foi nesse período que ocorreram as cruzadas, de dramáticas ações e lembranças terríveis. As cruzadas serviram, dentre outras coisas, para lutar contra os infiéis.