1.
Orixás, atabaques, ancestralidade e outros ingredientes da cultura africana serão amplamente celebrados pelas escolas de samba do Rio de Janeiro e de São Paulo no Carnaval 2025, por exemplo.
2.
Essa virada do carnaval nos parece se dá num momento de perseguição acentuada a liberdade so pensar, no uso livre do corpo branco, preto, pintado, entronizado para na avenida dá-se a humanização de exu ou a figura do mal que dizem ser a entronização do Satanás e a sua figura sombria pra uns e pra outros magnético…
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É o Carnaval dos eguns, dos pretos velhos. Orixás, atabaques, ancestralidade e outros ingredientes da cultura africana são amplificados e amplamente celebrados pelas escolas de samba no Carnaval do Brasil.
4.
É importante eu dizer que a celebração dos Orixás, a presença dos atabaques e a valorização da ancestralidade são aspectos fundamentais que trazem uma força espiritual e cultural e que tem sido cada vez mais presente nas escolas de samba.
5.
A forma como as escolas abordam figuras como Exu, trazendo à luz tanto o entendimento popular quanto o respeito pelas diversas interpretações, é uma demonstração poderosa de sincretismo e tolerância. A mensagem de que “o povo é o dono da rua” e a celebração da diversidade religiosa são um reflexo da verdadeira essência do Carnaval, onde todos podem se encontrar e celebrar suas identidades.
6.
Lembro de um tributo a Joãozinho da Gomeia, que achei particularmente muito significativo, pois ele é um ícone não apenas das religiões de matriz africana, mas também da luta por aceitação e respeito. Sua história de resistência ressoa fortemente, especialmente em um momento em que a diversidade precisa ser celebrada e defendida.
7.
E ‘o Carnaval empretecido libertou Exu’ ou “a presença de Exu na encruzilhada, no botequim, no Carnaval (…) não é uma metáfora da rua, ele é a própria rua, a força da rua encarnada. Exu africano, o orixá primordial, da criação, se manifesta na força das ruas do Brasil.”
8.
A energia do Carnaval vai muito além da festa; ela é uma afirmação de cultura, identidade e resistência. 🌍✊🏿🫂
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* Joilson Bergher.
Observador do Carnaval!